Catarina Pereira

Licenciada em Património Cultural pela Universidade do Algarve e pós-graduada em Património Cultural Imaterial pela Universidade Lusíada, iniciou o seu percurso profissional como oleira em Guimarães, experiência que marcou de forma decisiva o seu interesse pelas artes tradicionais e pelo património cultural imaterial português.
Ao longo de quase vinte anos, desenvolveu intensa actividade de gestão, promoção e de investigação n’A Oficina, em Guimarães, onde publicou extensamente e aprofundou o estudo das tradições locais, recorrendo com frequência a documentação histórica preservada em arquivos. Entre 2016 e 2025 dirigiu a Casa da Memória de Guimarães, centro interpretativo dedicado ao território vimaranense, coordenando numerosas publicações e projectos editoriais. Foi igualmente directora da revista Veduta – Revista de Estudos em Património Cultural durante dezanove anos. Coordenou ainda o espaço In Memoriam Alberto Sampaio, instalado na casa de nascimento do insigne historiador, promovendo investigação e divulgação sobre a relação pessoal e intelectual entre Alberto Sampaio e Antero de Quental, figura maior da poesia portuguesa.

Jean-Yves Durand

Antropólogo. Ensinou Antropologia na Universidade do Minho. Director do Museu da Terra de Miranda (2010-2014) e coordenador da Catedral de Miranda do Douro (Monumento Nacional—2013-2014). Investigador do CRIA-UMinho, é membro da redação das revistas Etnográfica e Ethnologie Française, e do conselho científico do Musée Ethnologique de Salagon (Mane, França). A sua investigação centra-se na análise das relações entre autonomia individual e autoridade do Estado nas áreas das políticas culturais (neo-artesanato; modalidades de musealização e exposição) e da saúde pública (dinâmicas de aceitação/hesitação vacinal). Actualmente dirige o Museu Nogueira da Silva.

Raul Pereira

Estudou Património Cultural e História da Arte Portuguesa na Universidade do Algarve. É autor de vários artigos e publicações nas áreas da história da arte portuguesa, da etnografia e do património imaterial. Trabalhou também em inúmeras instituições públicas e privadas como educador pela arte. Colabora regularmente com o fotógrafo Paulo Alegria, sendo de destacar o texto etnopoético de Romeiros (C.M.V.C., 2010) e o livro Terra Água Vento (CIM Alto Minho, 2020). Em 2021, publicou, pela editora Snob, o romance histórico De Genere. Em 2023 criou a ANNO – Leilões de livros e raros.